10 dezembro 2016

Delator apresenta prova da propina a Temer, o MT

 
Neste momento, Michel Temer deve estar pensando seriamente em sua própria renúncia. O motivo: depois da delação da Odebrecht, que se soma a sua impopularidade gigantesca e à destruição da economia brasileira, não há a menor chance de que ele consiga permanecer na presidência da República por muito tempo.
Na noite de ontem, depois da revelação de que Michel Temer pediu R$ 10 milhões à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu, que teriam sido entregues parcialmente, numa mala de dinheiro, a seu melhor amigo, Jorge Yunes, que é também tido no mercado como seu parceiro em empreendimentos imobiliários (saiba mais aqui), o Palácio do Planalto reagiu com a seguinte nota:
O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho.  As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente.
Pois bem: a Odebrecht sustenta que os pagamentos a Temer saíram do departamento de propinas da empreiteira, eram contrapartidas por favores governamentais – ou seja, propina – e também traz, como prova, um email de Marcelo Odebrecht, o MO, a seus executivos.
Nele, Marcelo diz que só aceitou pagar "depois de muito choro" e que este seria o último pagamento ao "time de MT", Michel Temer.
Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões teriam sido destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. Os R$ 4 milhões restantes teriam sido distribuídos a Eliseu Padilha, Yunes, o amigão de Temer, e a Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba.
Ao formular perguntas a Temer, sua testemunha na Lava Jato, Cunha quis questioná-lo sobre esse pagamento da Odebrecht a ele, via Jorge Yunes, mas o juiz Sergio Moro vetou as questões.

Moro é alvo de escracho durante palestra na Alemanha

 
O juiz Sérgio Moro foi alvo de protestos durante palestra nesta sexta-feira (9) em Heidelberg, na Alemanha. Um grupo de cerca de 30 juristas e acadêmicos enviou uma carta à Universidade de Heidelberg argumentando que Moro não tem credibilidade para discursar sobre combate à corrupção no Brasil, por ser "parcial" em favor de partidos como PSDB e PMDB.
"O juiz federal Sergio Moro incorreu em posturas as quais foram determinantes para o clima político de derrubada de um governo legítimo servindo, desta forma, aos piores interesses antidemocráticos", diz o texto, em referência ao vazamento de uma escuta telefônica entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no período de crise pré-impeachment.
Na plateia, brasileiros levantaram cartazes com dizeres "Moro na cadeia" e "parcialidade fere a democracia". Ele chegou a ser chamado de juiz do PSDB e da Globo. Outros gritavam "Moro, meu herói". Os grupos trocaram insultos.
Perguntado por uma pessoa na plateia por que divulgou os áudios de escutas telefônicas de Dilma, Moro afirmou que as pessoas têm o direito de saber o que seus governantes fazem. "É estranho que numa democracia as pessoas reclamem de uma revelação como essa. Desde o início das investigações decidimos que não iríamos esconder nenhuma informação do público", declarou ao ressaltar que a atitude "não foi uma exceção à regra".
Questionado pela DW Brasil sobre a criticada foto em que aparece rindo ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a premiação "Brasileiros do Ano de 2016", da revista "IstoÉ", Moro afirmou que o político não está sob sua jurisdição. "Foi um evento público, e o senador não está sob investigação da Justiça Federal de Curitiba. Foi uma foto infeliz, mas não há nenhum caso envolvendo ele", disse.
Aécio Neves é um dos políticos mais citados nas recentes delações de executivos da Odebrecht e de funcionários da Andrade Gutierrez.
O juiz disse discordar "totalmente" das críticas de que o processo legal não tem sido cumprido na Lava Jato. "A operação não é uma bruxa caçadora", justificou ao dizer que não "joga com a política". "Nenhuma prisão aconteceu com base em opiniões políticas, mas em evidências de que crimes foram cometidos."
Para Moro, a Lava Jato dá ao Brasil a oportunidade de superar a "prática vergonhosa" de pagamento de propinas. "Há uma profunda erosão na confiança na democracia", afirmou. "A Lava Jato revela que muito pode ser feito para combater a corrupção sistêmica".

Todos estão convidados para a Festa de Nossa Senhora do Rosário

Lembrando para todos que continua as festividades de Nossa Senhora do Rosário.
Programação:
10/12/2016 - SÁBADO
19h - 3.ª Noite do Tríduo em honra de Nossa Senhora do Rosário.
Sua presença é muito importante, participe!
Celebrante: Padre Edson Medeiros de Araújo

09 dezembro 2016

MINHA FOTO MINHA ARTE!

Na Mesa da Eucaristia só haverá Comunhão se houver Partilha.

Oração!

Ó Deus onipotente, daí ao vosso povo esperar vigilante a chegada do vosso Filho, para que, instruídos pelo próprio Salvador, corramos ao seu encontro com nossas lâmpadas acesas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém!

Odebrecht delata caixa 2 em dinheiro vivo para Alckmin, o santo

 
Em seu acordo de delação premiada, a Odebrecht afirmou que pagou caixa dois em dinheiro vivo para as campanhas de 2010 e 2014 do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Executivos da empreiteira mencionam duas pessoas próximas ao governador como as intermediárias dos repasses e afirmam que não chegaram a discutir o assunto diretamente com Alckmin. R$ 2 milhões em espécie foram repassados ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. A entrega do recurso teria ocorrido no escritório de Ribeiro, na capital paulista. 
As informações são da Folha de S.Paulo. 
"Em 2014, o caixa dois para a campanha de reeleição de Alckmin teve como um dos operadores, segundo a empreiteira, o hoje secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político de confiança do governador.
Na época das negociações dos recursos, ele seria chamado de "MM" pelos funcionários da Odebrecht. A Folha não obteve os valores que teriam sido pagos na campanha para a reeleição.
Um dos executivos que delataram o caixa dois é Carlos Armando Paschoal, o CAP, ex-diretor da Odebrecht em São Paulo e um dos responsáveis por negociar doações eleitorais para políticos.
CAP, como é conhecido, também fez afirmações sobre o suposto repasse, revelado pela Folha, de R$ 23 milhões via caixa dois para a campanha presidencial de 2010 do atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB).
Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indicam que não há doações diretas da Odebrecht à conta da candidatura de Alckmin em 2010 e 2014.
O tribunal registra, em 2010, apenas uma doação oficial de R$ 100 mil da Braskem, braço petroquímico da empreiteira, à direção do PSDB em São Paulo".

Pressionado, Planalto estuda recuar em idade mínima da aposentadoria

Marcos Santos/USP Imagens 
 Pressionado por todos os lados, o Planalto está disposto a negociar com as centrais sindicais,  que ameaçam greves generalizadas por todo o Brasil,  mudanças na idade mínima da aposentadoria — que passaria a ser de 65 anos para homens e mulheres — indicada na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso. Também poderão entrar na mesa o tempo que os trabalhadores com idade superior a 50 anos (homens) e 45 (mulheres) terão de trabalhar a mais para se aposentar e o "gatilho" que elevaria a idade mínima a 67 anos até o fim de 2050.
As informações são do Estado de S.Paulo.
O texto apresentado pelo governo ao Congresso é considerado duro, mas tem uma certa "gordura" que foi intencionalmente deixada para permitir a negociação de sua tramitação. No entanto, alguns governistas já falam em "desfiguração" da reforma.
No texto da proposta de emenda constitucional (PEC) encaminhada aos parlamentares, o governo estabeleceu uma regra de transição até a implementação completa da reforma, com um pedágio de 50% sobre o tempo de contribuição que falta para se aposentar —ou seja, para quem fala três anos, seria necessário trabalhar mais um ano e meio. O valor é maior do que os 40% discutidos inicialmente.

Todos estão convidados para a Festa de Nossa Senhora do Rosário

Lembrando para todos que continua as festividades de Nossa Senhora do Rosário.
Programação:
09/12/2016 - SEXTA-FEIRA 
19h - 2.ª Noite do Tríduo em honra de Nossa Senhora do Rosário.
Sua presença é muito importante, participe!
Celebrante: Padre Edson Medeiros de Araújo

08 dezembro 2016

MINHA FOTO MINHA ARTE!

Sê humilde para evitar o orgulho, mas precisamos voar alto para alcançar a sabedoria.
Santo Agostinho

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Lc 1,42

Meditando o Evangelho do dia - Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Evangelho (Lc 1,26-38)

Eis que conceberás e darás à luz um filho.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38.
 
Naquele tempo, no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim".
Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?"
O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível".
Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 1, 26 - 38 Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano.

IstoÉ uma vergonha!

Uma vergonha, o hospital regional em Caicó viver de doações, senhor governador se você não tem vergonha, eu sinto vergonha de está vendo isso.
Campanha feita em Jardim de Piranhas pela enfermeira Karine Alves.
Que país é esse meu Deus?

TCU barra feirão de Parente na Petrobras

 
Apontando uma série de irregularidades, o TCU (Tribunal de Contas da União) proibiu a Petrobras de vender ativos e empresas por tempo indeterminado. Entre outras irregularidades, o TCU apontou a falta de transparência e a possibilidade de direcionamento dos negócios. A decisão, em caráter liminar, foi tomada ontem, em razão de irregularidades detectadas nos processos adotados pela estatal para fazer os "desinvestimentos" — a maneira oficial de chamar a venda a preço de liquidação dos bens da estatal, promovida por seu presidente, Pedro Parente. A Corte, no entanto, atendeu pedido da companhia e permitiu que soam concluídas cinco alienações que já estão em fase avançada e cuja receita prevista é de R$ 10 bilhões.
As informações são de O Estado de S.Paulo. 
"A venda de ativos é uma das principais estratégias da Petrobras para enfrentar a crise financeira na qual está mergulhada, marcada pelo alto endividamento e a redução do fluxo de caixa. A expectativa de obtenção de recursos no biênio 2015-2016, divulgada ao mercado no plano de Negócios e Gestão, é de US$ 15,1 bilhões (R$ 51 bilhões).
A Corte lista a escolha do assessor financeiro dos processos sem consulta ao mercado, a liberdade da estatal para a definição de potenciais compradores, a chance de restrição do número de interessados nas aquisições de forma "arbitrária" e a permissão para que o objeto alienado seja alterado "a qualquer momento", mesmo em etapas avançadas de negociação".

Ciro ao 247: o STF se dobrou a Renan

 
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou, nesta quarta-feira (7), em entrevista ao vivo ao 247, pelo Facebook, que o Supremo Tribunal Federal "se dobrou" ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) ao mantê-lo no comando da Casa, mesmo após a decisão anterior do ministro Marco Aurélio Mello que determinava o afastamento do peemedebista.
"Renan responde a 11 inquéritos no Supremo e mesmo assim foi mantido. Hoje, o Brasil não entende por que Cunha foi afastado e Renan não. Eu estou chocado. Argumentaram que a razão para afastar Cunha é que ele estava atrapalhando as investigações. E o Renan não estava? O caso do Renan é pior. Todos os ministros do Supremo são sabatinados no Senado. Então tem que ter maior severidade. O Supremo se dobrou a Renan. Se achou uma saída vergonhosa. E se usou como argumento que ele serve para garantir a aprovação da emenda 55, que vai paralisar os recursos para Saúde e Educação", criticou.
Para Ciro, este episódio insere um elemento novo à crise brasileira. "Se introduz a última variável de insegurança: não contar com um Judiciário firme. Estamos em estado de anarquia", disse.
O ex-ministro avalia que o país está em tem regredido desde que se violou o presidencialismo, com o impeachment de Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade. 
Ele diz não concordar com a tese de se realizar eleições diretas caso Temer deixe a presidência. "A chance do Brasil ter eleição direta hoje é zero diante dos que aí estão. O que nos resta é lutar pela volta do respeito à Constitucionalidade. Temos que lutar para que, em estado de golpe, nenhuma constitucionalidade seja mudada", defendeu.
Ao falar sobre Temer, ele o definiu como "um frouxo, um covarde, como todo traíra, um oportunista, um miudíssimo, o Lula é o responsável por ele. "Acho que vai cair", afiançou. 
No caso de queda do Temer (por renúncia ou julgamento do Tribunal Superior Eleitoral), Ciro avalia que dois nomes hoje são os mais cotados para assumir a Presidência da República: o ex-ministro Nelson Jobim (PMDB) ou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Parlamento picareta vão eleger alguém deste tipo. Mas pela pressão vão eleger alguém respeitado pela imprensa. Nelson Jobim e FHC são os nomes cotados. Se FHC entrar vai tentar ficar além de 2018. É golpe, é selva, é barbárie", afirmou.
Ao falar da possibilidade de ser candidato em 2018, ele diz que vai pensar 100 vezes antes de tomar tal decisão e diz que uma de suas propostas e "tomar de volta a internacionalização do pré-sal".
Sobre Lula, ele disse que os processos contra o petista na Lava Jato não têm nexo para condenação. Ciro diz esperar que o ex-presidente chegue a 2018 em condições de disputar a eleição, mas que opte por não ser candidato. "Não quero tirar o Lula do meio do caminho.Mas acoh que a candidatura dele é um desserviço ao Brasil e a ele próprio. Ele projetará para os próximos 4 anos o mesmo processo de conflito radicalizado. A ele próprio será desserviço. Ele tem que fazer papel de grande estadista e dar passagem, usar a grande força que ele tem para ajudar a construir uma coisa nova", defendeu.
Veja a entrevista, em vídeo, na íntegra aqui.

07 dezembro 2016

Todos estão convidados para a Festa de Nossa Senhora do Rosário

Programação:
08/12/2016 - Quinta-Feira - Dia da Imaculada da Conceição;
6h - Celebração da Santa Missa na Matriz;
18h30 - Concentração na Praça Plínio Saldanha, em seguida procissão de abertura, 1.ª Noite do Tríduo, com Missa na Capela de Nossa Senhora do Rosário, recepção de Novos Sócios na referida Irmandade;
20h - Jantar e Leilão de Nossa Senhora do Rosário.
Celebrante: Pe. Edson Medeiros de Araújo

Vinde a mim todos vós que estais cansados!

Meditando o Evangelho do dia!

Evangelho (Mt 11,28-30)
Vinde a mim todos vós que estais cansados.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,28-30.
Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: "Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.
Reflexão - Mt 11, 28-30 
Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é o Mestre de todo o nosso agir.

Renan está certo, mas não pode reclamar

LULA MARQUES 
"A democracia brasileira não merecia este fim". O ainda presidente do Senado, Renan Calheiros, fez o lamento referindo-se a seu próprio afastamento do cargo, por decisão monocrática de um ministro do STF. Ele está certo, os construtores e herdeiros da democracia também lamentam mas Renan não pode reclamar: ajudou a cavar a primeira ferida funda na democracia ao apoiar o afastamento de uma presidente eleita sem crime de responsabilidade demonstrado, para viabilizar a posse de seu correligionário Michel Temer e a instauração de um programa de governo oposto ao que foi referendado pelas urnas de 2014.
Renan foi dos últimos aliados peemedebistas de Dilma a embarcar no golpe, certamente o fez em busca de proteção mas cumpriu nele um papel importante como presidente do Senado. Se o STF lavou as mãos, quando poderia ter impedido o crime de lesa-democracia, Renan tornou-se um dos sustentáculos do governo ilegítimo. Por isso, não pode reclamar.
Afora Dilma, outro plantador do golpe contra ela, Eduardo Cunha, também sofreu os efeitos da hipertrofia do poder Judiciário, fruto direto da demonização da classe política e da mística da Lava Jato. O STF hesitou muito em afastá-lo da presidência da Câmara, sabendo que com isso cruzaria a linha perigosa do equilíbrio entre os poderes. Quando o fez, ninguém reclamou porque Eduardo Cunha já esgotara a paciência de todos com suas manobras para evitar que o processo de sua cassação avançasse no Conselho de Ética.
Exemplo contrário ao de todos que, movidos pela ambição, compactuaram com o progressivo açoite da democracia e de suas regras, está sendo dado pelo vice-presidente do Senado, Jorge Viana. Ao contrário de Temer, que aderiu sem pestanejar às propostas golpistas contra sua companheira de chapa para herdar sua cadeira, Viana não externou ansiedade para suceder a Renan, não conspirou e vem mantendo comportamento bem litúrgico. Assinou, com os demais membros da Mesa, o comunicado ao STF sobre a decisão de só aceitar o afastamento de Renan após o julgamento da liminar do ministro Marco Aurélio pelo plenário do STF, nesta quarta-feira. Uma versão inicial, de tom mais confrontador, e logo, adubadora da crise, ele não quis assinar, o que levou ao ajuste do texto por todos subscrito. Sua conduta neste momento crítico, colocando o interesse institucional acima de qualquer ambição pessoal e partidária, reforça a percepção positiva sobre a contribuição que ele poderá dar no curto prazo em que presidirá o Senado.
Viana é um político equilibrado, que servirá à ética da responsabilidade no exercício do cargo. Não será, porém, vassalo de uma agenda que os brasileiros não chancelaram nas urnas, e que está sendo imposta como decorrência de um golpe. Hoje não se votou a PEC 55 e não há data marcada para que ela volte à pauta.
Renan poderá repetir seu lamento amanhã, pois é altamente provável que o plenário confirmará a liminar de Marco Aurélio, numa sessão que promete trovoada, depois que o ministro Gilmar Mendes defendeu o impeachment de seu colega. Os ministros sabem que o processo que o tornou réu, na semana passada, só foi levado a julgamento, depois de nove anos, porque o tribunal queria dar uma demonstração de que não protege políticos. Não faria diferença condenar Renan agora ou em fevereiro, quando já não fosse presidente do Senado. Mas o STF quis, como disse ontem a ministra Carmem Lucia, "responder às demandas" da rua. Hoje ela disse que as ruas não pautam o STF mas agora a mensagem contrária já se estabeleceu. O STF está num ativismo político inédito desde a restauração democrática, e este ativismo tornou-se um dos ingredientes mais nefastos da crise, juntamente com os desmandos da Lava Jato. Renan lamentará novamente amanhã pelos descaminhos da democracia que ele ajudou a construir. Mas perdeu a razão lá atrás, quando abandonou Dilma e embarcou no golpe.

Moro confraterniza com Aécio e revolta esquerda

 
Embora tenha sido um dos políticos mais citados nas delações da Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) confraternizou, na noite de ontem, com o juiz Sergio Moro.
Aécio já foi apontado como responsável por um mensalão em Furnas, como beneficiário de esquemas no Banco Rural e como "o mais chato" cobrador de propinas de uma empreiteira.
Segundo a delação da empreiteira Odebrecht, ele também recebia recursos por parte de seu marqueteiro Paulo Vasconcelos. De acordo com a delação da OAS, houve também propina de 3% nas obras da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
A foto despertou reações. "Do que riem tanto o 'justiceiro' alçado a 'herói nacional' e o candidato derrotado em 2014 - e recordista em citações na investigação comandada pelo primeiro?", questionou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a foto explica por que tucanos não são punidos na Lava Jato. Segundo Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes, a imagem vale por mil palavras.
Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será julgado por Moro, acusou o juiz paranaense de ser um militante do PSDB (leia aqui).

Dilma avisou: se não há lei para a presidente, não há para mais ninguém

Roberto Stuckert Filho/PR
No dia 17 de abril deste ano, uma sessão da Câmara dos Deputados manchou para sempre a história do Brasil, quando os deputados decidiram abrir um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, sem qualquer base legal.
Naquele dia, 54 milhões de votos foram jogados no lixo e a sessão foi definida pelo escritor português Miguel Sousa Tavares como uma assembleia de bandidos comandada por um bandido.
Eduardo Cunha já está preso e cerca de 200 deputados que votaram pela saída de Dilma serão atingidos pelas delações das empreiteiras.
Um dia depois, num discurso histórico, Dilma fez um alerta e sugeriu que, a partir daquele dia, o Brasil se transformava numa terra sem lei.
"Eu acredito que é muito, mas muito ruim para o Brasil, que o mundo veja que a nossa jovem democracia enfrenta um processo com essa baixa qualidade. Baixa qualidade principalmente quando se trata da formação de culpa da presidente da República. Por quê? Se é possível condenar um presidente da República sem que ele tenha qualquer culpabilidade, o que é possível de ser feito contra um cidadão qualquer, que é aquele que nós todos somos, quando não somos presidente? Ou seja, o que é possível fazer com o cidadão e a cidadã brasileira que são, na verdade, os grandes personagens, protagonistas da história da democracia?", questionou.
Hoje, o resultado desse crime contra a democracia está exposto ao mundo de forma humilhante para o Brasil. O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), é afastado por uma liminar do Poder Judiciário e todos os senadores da Mesa Diretora assinam uma nota em que se recusam a cumprir a decisão.
Ou seja: como não há mais lei no Brasil, desde que Dilma foi cassada numa "encenação", como disse Joaquim Barbosa, também não há mais lei que garanta os direitos de Renan Calheiros, nem lei que obrigue os senadores a seguirem uma decisão judicial.
O Brasil vive hoje uma anomia, que coloca em risco sua própria sobrevivência como nação.
Em entrevista coletiva nesta terça, Renan afirmou que a "democracia brasileira não merecia esse fim".
No entanto, a democracia brasileira começou a morrer no dia em que foi aberto o processo de impeachment contra Dilma. E quem apoiou essa farsa não tem o direito de reclamar.

Requião denuncia aposentadoria de marajá de Meirelles: R$ 250 mil/mês

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) abriu fogo nesta terça (6) contra o ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Segundo o parlamentar, o homem que pretende que os trabalhadores morram sem ter direito à aposentadoria tem o benefício mensal de R$ 250 mil.
"Vejo no Google que a aposentadoria de Meirelles no Boston Bank e de R$ 250.000 por mês. Ele quer acabar com a sua aposentadoria", denunciou o senador do PMDB.
O internauta José Cristiano Daudt interagiu com o parlamentar: "o problema não ele querer acabar com a minha, mas acabar com a minha para poder pagar + juro pra o Banco pagar a dele".
Não é só Meirelles que quer acabar com a aposentadoria dos trabalhadores e têm vencimentos de marajá, conforme registrou mais cedo o Blog do Esmael.
O caso do ilegítimo Michel Temer (PMDB) também é muito escandaloso, pois ele se aposentou pelo governo de São Paulo aos 55 anos com aposentadoria de R$ 30 mil. O "presidente" ainda acumula vencimentos do cargo, mais R$ 27,8 mil ao mês.
Outro demagogo que advoga o fim da aposentadoria do povo pobre é o chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha, que "pendurou as chuteiras" aos 53 anos, em 1999, com salário de R$ 19,3 mil pagos pela Câmara. Ele ainda recebe R$ 30,9 mil.
Ou seja, esse governo de marajás não tem moral para acabar com o direito de aposentadoria do nosso povo trabalhador.
Que tal eles começassem a dar o exemplo, limitando suas respectivas aposentadorias às leis que propõem para todos os comuns mortais?

06 dezembro 2016

Compromisso com Jesus Eucarístico

Lembrando para todos do nosso compromisso com Jesus Eucarístico, amanhã é quarta-feira, dia de celebração da Santa Missa às 6h, na nossa matriz. A Eucaristia não é símbolo, não é lembrança, a Eucaristia é a presença real, viva, amorosa de Nosso Senhor Jesus Cristo no meio de nós! "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (João 6, 56).
A sua presença é muito importante, participe você também.

Meditando o Evangelho do dia!

Evangelho (Mt 18,12-14)
Deus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,12-14

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu?
Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Mt 18, 12-14
Os tempos messiânicos são os tempos de misericórdia de Deus, de restauração da união entre o céu e a terra, tempos em que todos os que não estão participando ativamente do Reino de Deus são convidados a voltar e a viver a vida de amizade e intimidade com Deus. A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do Deus que ama todas as pessoas e vem ao seu encontro. Se a partir do pecado nos afastamos de Deus e do seu amor, a misericórdia de Deus vem ao nosso encontro de modo que, restaurados pela graça, não nos percamos, mas participemos da plenitude da vida divina.

Cansei

Cansei de tentar entender quem está ao meu lado, quem está contra mim ou quem está em cima do muro por medo de se posicionar.
Decidi me livrar de tudo e todos que tiravam minha paz
Tornei-me indiferente a opiniões alheias, e pouco me importo com críticas destrutivas, principalmente vindas de pessoas hipócritas, demagogas, que vivem de mentiras.
Não preciso provar nada a ninguém, não preciso ser aceita ou agradar a todos. A minha consciência está tranquila, porque sou exatamente o que quero ser.
Lealdade para mim não é simplesmente uma palavra, é um estilo de vida, uma regra
A minha vida mudou quando eu simplesmente deixei de me importar com tudo que não é de fato importante. Eu não mudei por causa de um amor, ou uma desilusão, não eu não mudo por você nem por influência de ninguém.
Eu mudei porque percebi que a vida era curta demais para condicionar a minha felicidade a pessoas e acontecimentos externos. Eu finalmente entendi que a única pessoa capaz de transformar solidão em companhia, tristeza em alegria, dor em amor, era, e sempre foi, eu mesma.
Eu aprendi a viver um dia de cada vez, às vezes com muita sensatez, às vezes fazendo tudo errado, porque eu tenho muitos defeitos para ser perfeita, mas sou muito abençoada para ser ingrata.
E foi errando que eu aprendi lições maravilhosas sobre a vida, sobre as pessoas, sobre o amor, sobre a dor, e o mais importante, sobre mim, sobre quem eu sou de verdade.
Eu não tenho muito, mas tenho paz. Eu não sou melhor do que ninguém, mas sou bem melhor do que ontem.
Wandy Luz

"Não vai ficar assim", dizem senadores, em reunião de emergência

 
Senadores se reuniram ontem à noite para uma reunião de emergência na residência oficial da presidência da Casa. O objetivo era traçar uma estratégia para reconduzir Renan Calheiros (PMDB-AL) ao cargo. Os senadores consideraram a interferência do Judiciário gravíssima e já se preparam para o contra-ataque: "não vai ficar assim". Pelo menos três ministros do STF já demonstram preocupação com o que pode vir do Congresso.
Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. 
Entre as estratégias previstas pelos caciques da Casa está até um possível pedido formal a ministra Cármen Lúcia contra o afastamento de Renan.

Consultoria Eurasia eleva chance de queda de Temer

REUTERS/Ueslei Marcelino 
A chance de que Michel Temer não termine seu mandato aumentou de 10% para 20%, de acordo com avaliação da Eurásia Group, uma consultoria de risco político. A mudança foi motivada devido ao risco de inquietação social, com manifestações espalhadas pelo país, e o crescente impacto da Lava Jato. 
As informações são do jornal Valor.
Para a consultoria, porém, ainda é improvável que Temer caia, mas já destaca o crescimento dos protestos.
"Embora os números não tenham chegado perto dos maiores protestos contra Dilma Rousseff (que variaram de 3 milhões a 6 milhões), essas foram as maiores manifestações durante o mandato do presidente", nota a Eurásia. Mais do que isso, o governo já enfrenta pressões significativas da economia, que dá sinais de que terá uma recuperação muito lenta em 2017, além de haver "uma grande nuvem sobre a classe política", devido à delação premiada fechada por cerca de 80 executivos da Odebrecht na semana passada.
Para a Eurásia, o risco real que aumentou as chances de Temer não completar o mandato vem da possibilidade de inquietação social e protestos nas ruas. A economia segue fraca e, com o Congresso despertando a indignação da classe média alta por tentar dificultar as investigações de corrupção, Temer entra num território delicado, adverte a Eurásia. Para a empresa, o grande risco é se Lava-Jato chegar mais perto do presidente e ele não se opuser com mais decisão às iniciativas dos parlamentares de brecar a operação. Isso poder fazer com o que o público comece a se voltar contra ele.
"A analogia mais próxima que nós podemos fazer a esse cenário ocorreu na Argentina em 2001, quando três presidentes caíram em três anos, devido a tremendos problemas econômicos, que ocorreram com a incapacidade de defender o câmbio fixo do país", afirma a Eurásia. O tamanho das "dores econômicas" no Brasil não chega perto ao impacto causado pela desvalorização significativa da moeda argentina em 2001, "mas um ambiente sustentado de inquietação social pode ser perigoso", segundo a consultoria.

Afastamento de Renan foi inconstitucional

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci 
Escrevo no calor dos acontecimentos.
A decisão do Ministro Marco Aurélio, afastando da presidência do Senado o senador Renan Calheiros, mostrou-se um perigoso equívoco.
Não há previsão constitucional para esse afastamento, como já não havia para o afastamento de Cunha.
Estamos indo longe demais. O Supremo Tribunal Federal não é o superego da nação.
Vou invocar uma frase famosa que eu mesmo fico repetindo e que é da autoria do Min. Marco Aurélio: os poderes da República são Legislativo, Executivo e Judiciário e não o contrário.
Pois bem, Ministro. Pois bem.
De fato, hoje mais uma vez ficou demonstrado o extremo ativismo do STF, contra o qual eu achava que o Ministro Marco Aurélio estava imunizado. Mas, não. Na decisão, o Ministro fala das manifestações de rua.
Ora, a Suprema Corte não é porta-voz do povo.
Ao contrário: nela temos que ver a garantia contra maiorias exaltadas.
A Constituição é o remédio contra maiorias. E o STF deve ser o guardião da Constituição.
Quem disse que a voz das ruas tem legitimidade? Somos duzentos milhões de habitantes e menos de 400 mil foram às ruas.
Isso é fundamentação? Cadê a Constituição?
Sou insuspeito em falar sobre isso. E não tenho simpatia pelo Renan. Sou um conservador em relação ao constitucionalismo. Já muita gente me chamou de "originalista". Não. Não sou originalista. Sou um jurista que defende a Constituição naquilo que o constitucionalismo foi cunhado pela tradição democrática. Proteção contra injunções morais e políticas.
O Supremo Tribunal Federal, desse modo, comporta-se moralmente. E direito não é moral. A moral não corrige o direito. Quem deve tirar o Presidente do Senado é o Senado.
Seria inconcebível que o Senado ou legislativo lato sensu quisesse tirar o Presidente da Suprema Corte. Onde estão as relações institucionais?
Isso pode não acabar bem. Somos duzentos milhões querendo trabalhar e progredir. Se há corrupção, devemos combatê-la a partir da lei.
Fazer atalhos sempre são perigosos. Saludo.
Lenio Luiz Streck é professor dos cursos de pós-graduação em Direito da Unisinos.

05 dezembro 2016

Bom mesmo é cultivar o pensamento positivo sempre!

"A mente possui um poder extraordinário. Não somos capazes de mover montanhas, mas pensar e acreditar que somos capazes de chegar ao topo da montanha, certamente é uma grande motivação para alcançar os nossos objetivos.
O pensamento negativo nunca atrairá nada de positivo para a nossa vida. Habituar-se a esperar sempre o pior, a pensar que tudo vai dar errado e que não somos capazes, faz-nos entrar um ciclo de pensamento descendente, cheio de negatividade com uma força magnética que nos atrai sempre para o abismo.
Falar palavras de otimismo é cultivar na alma sentimentos positivos, é manter a mente limpa e com disposição para ser feliz, é alimentar a força, a coragem e o entusiasmo. É preparar-se sempre para o sucesso, e para continuar sempre tentando mesmo em situações de fracasso.
Seja positivo. Nada de bom acontece na vida de uma pessoa que só cultiva a negatividade".

Temer promete pacote, mas não sabe o que fazer

Marcelo Camargo/Agência Brasil 
Em entrevista concedida a Jorge Bastos Moreno (leia aqui), Michel Temer admitiu que as forças que apoiam estão insatisfeitas com a sua incapacidade de apresentar resultados na economia e prometeu um pacote de "dez medidas" a ser apresentado nos próximos dias.
Temer, no entanto, não adiantou nenhuma delas, nem falou sobre seu diagnóstico sobre a crise, revelando não ter a mais vaga ideia do que fazer para retirar o País do atoleiro em que se encontra.
A entrevista serviu apenas para demonstrar como seus aliados estão impacientes.
"O que tem havido, e isso não posso negar, são ponderações no sentido de que o governo, pelo curto espaço que tem, não pode esperar de braços cruzados a retomada do crescimento econômico, prevista somente para o segundo semestre do próximo ano. Concordo, mas aviso: essa tem sido também uma preocupação constante não só minha, mas principalmente do ministro da Fazenda", disse ele, que voltou a negar a saída de Henrique Meirelles. "Falar em troca de ministro da Fazenda agora não é um desserviço apenas ao governo, mas ao país. Por isso, quero desfazer de forma contundente, categórica, todas as iniciativas danosas nesse sentido."
Cuidar da padaria
Temer falou ter sido cobrado por aliados a apresentar medidas pró-crescimento.
"Realmente recebi no meu gabinete os senadores Tasso Jereissati, José Aníbal (PSDB-RO), Armando Monteiro (PTB-PE) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Eles pediram medidas que possam impulsionar o crescimento, alegando que não dá mais para esperar até o segundo semestre. Gravei bem uma expressão do senador José Aníbal de que 'cabe ao dono cuidar da padaria'".
A "padaria" de Temer quebrou, no entanto, em razão da aliança forjada para levá-lo ao poder.
No fim de 2014, quando a presidente deposta Dilma Rousseff se reelegeu, o Brasil ainda vivia uma situação de "pleno emprego". Em 2015, a queda na arrecadação federal poderia ser combatida com aumentos pontuais de impostos. No entanto, PMDB e PSDB se aliaram para travar o Congresso e levar adiante a política do "quanto pior, melhor", criando as condições para a sua derrubada.
O resultado é uma queda de 10 pontos no PIB, empresas e famílias endividadas, demanda anêmica e uma crise fiscal muito maior, em razão da queda da atividade econômica. Em resumo, o golpe quebrou o Brasil.
Meirelles, por sua vez, prometeu confiança, mas não cumpriu.

Temer trai Renan e tenta culpá-lo pela crise

 
Na entrevista a Jorge Bastos Moreno (leia aqui), Michel Temer também tentou tirar o corpo fora da polêmica sobre a reação do Congresso Nacional contra a operação Lava Jato, embora tenha sido colocado na presidência justamente com a missão de "estancar a sangria".
Temer disse ter recebido um apelo da ministra Cármen Lúcia e transmitido a questão ao Congresso.
"O senador Renan Calheiros e alguns parlamentares, aos quais transmiti esse apelo, apresentaram fortes argumentos para que a matéria não fosse retirada da pauta. Eu tinha dito a eles que endossava totalmente as preocupações da presidente Cármen Lúcia. Mas eles, em função de seus argumentos, mantiveram-se irredutíveis", disse ele. "Por temperamento, não tenho por hábito constranger ninguém. Como presidente da República é imperioso que eu respeite as decisões e a independência de outros Poderes. Aliás, essa também foi a preocupação da ministra Cármen Lúcia ao fazer esse apelo. Sendo assim, tive a cautela de não insistir no assunto."
"A ministra e eu somos amigos de longa data, e isso facilita também a nossa relação institucional. E ela me ligou nestes termos: 'Olha, temos que salvar o país, evitando essas crises'. Respondi-lhe: 'Concordo inteiramente'. Hoje, por exemplo, com a colaboração do presidente da Câmara e do Senado, acho que conseguimos conter a justa indignação popular contra o caixa 2", afirmou ainda Temer.
No entanto, a reação à Lava Jato no Congresso, onde mais de 200 parlamentares serão afetados pelas delações da Odebrecht, foi comandada pela base aliada de Temer – ao que tudo indica, com o seu aval – o que levou o procurador Deltan Dallagnol a denunciar o esforço para "estancar a sangria".